quinta-feira, 2 de outubro de 2008

RELAÇÃO DIALÓGICA DO PROFESSOR-ALUNO

No paradigma educacional centrado na relação professor-alunos, podemos considerar que hoje já se percebe uma postura diferenciada em relação a períodos anteriores. O relacionamento melhorou, o educador já consegue conviver com o educando sem considera-lo um ser incapaz. Ao contrário respeita a opinião do aluno e serve-se de sua experiência cotidiana para tornar a aprendizagem dos conteúdos curriculares mais significativa. O principal elemento para uma boa relação pauta-se na capacidade de cada uma das pessoas tratarem a outra com respeito e dignidade.
A postura do educador está diretamente relacionada com sua competência técnica e sua formação científica. Se o profissional em questão foi oportunizado a uma formação baseada em princípios humanistas, podemos citar aqui as influências de Carl Rogers na Educação, ele visualiza o educando como um colaborador e por mais que demonstre fragilidade na aprendizagem dos conteúdos, o educador identifica em seu educando um ser capaz de superar suas deficiências e o canal mais favorável para auxiliar é o diálogo, a aproximação.
Uma relação dialógica preza por uma educação humanista onde a diversidade é percebida como uma dimensão complementar. O fato de um educando discordar das propostas de outros colegas ou mesmo do educador configura-se um fenômeno para enriquecimento nas propostas. Ser dialógico é compreender e aceitar o outro com todas as suas diferenças. O diálogo cria as possibilidades para o estabelecimento da ordem e da amizade entre os alunos e professores. Quando se discute relação dialógica é necessário fazer uma análise do clima escolar, pois um recebe influência do outro. A relação dialógica transforma a escola em um ambiente agradável, tranqüilo e de partilhas. Por outro lado, só é possível desenvolver uma relação dialógica se existir confiança e respeito uns pelos outros. Como diz o escritor Cavalcante Júnior “ sem julgamentos”.
Para encerrar citaremos Carl Rogers:
“ Sabemos agora que somos apenas um lado do todo, o múltiplo e complexo lado de outros sujeitos que nos desafiam a aprender a substituir a manipulação pela comunicação, o controle do outro pela interação com o outro, e a transferência de informações entre sujeitos desiguais pela troca de conhecimentos entre pessoas diferente.”

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